terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Que incertezas concede a vida e padece tão desinibida de sensações. Se existe o tempo, ele é o senhor do Agora e jamais permite outra estação. A história é como uma casa antiga que desmorona sem arrependimentos. Tudo o que resta, só enche os olhos de lembranças. Antes do nascimento pode ser que a mente sobrevoasse cândida pelos céus, até desabar no ventre quente de uma mulher. O existir não é inerente, é apenas uma ocasião, um fato perdido no espaço e no esquecimento. Quando olhamos para a noite estrelada, para o além da atmosfera, não sabemos se estamos olhando para o nada ou para uma janela. Seres permeiam todos os espaços, o ar, a terra, o céu, os mares. Cada mínimo ambiente flui no compasso da existência, uma sórdida tragédia que nunca termina. O universo está sempre se expandindo, como expandir o infinito? E como girá-lo, transgredí-lo, atingí-lo? A nossa matéria é um erro, mas a noção de certo e errado também é.
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